Deixei a confecção e fui trabalhar para um café.
Apreendi a fazer atendimento ao cliente tanto ao balcão como as mesas,tirar cafés,limpeza e a ter muita paciência..coisa que ainda hoje tenho pouca.
Era uma aldeia de lavradores,com o meu feitio de refilona,não levava recados para casa,respondia sempre á letra e tinha resposta para tudo,principalmente naquela altura em que as mulheres,eram feitas para estar em casa a tomar conta dos filhos,e as raparigas trabalhavam em confecção,nunca num café.Estive lá uns 4 meses,não deu resultado.
Fui então trabalhar para uma loja de pronto a vestir de uma vizinha,que estava á procura de uma pessoa nova,simpática e comunicativa(quem melhor do que eu assentava-me como uma luva este novo emprego).A loja manteve-se uns 5 meses a funcionar,o movimento não era muito teve que se fechar.
Entretanto a loja ao lado vendia máquinas para confecção e respectivos acessórios.
Perguntaram -me se estava interessada em ficar lá,respondi logo que sim,sem duvida.
No meio disto tudo,já a minha mãe me andava a massacrar a cabeça que queria que eu fosse para cabeleireira,pois ela tirou o curso quando eu tinha uns 4 anos, mas não pode ecercer pois como tinha bronquite asmático,tinha dificuldade em respirar por causa dos cheiros dos produtos.
Como eu não sou nada teimosa sempre disse que não eu é que sabia.
O meu objectivo era continuar a estudar e entrar para a universidade tirar medicina.
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